30 jul.

Super El Niño na Europa: impacto no paisagismo e melhoria da tolerância à seca

Paisagismo e tratamento de relvados
Super El Niño na Europa: impacto no paisagismo e melhoria da tolerância à seca

Este artigo explica o impacto que um possível super El Niño poderá ter na Europa, com destaque para os seus efeitos sob os profissionais do paisagismo, e o que podem fazer para se prepararem para períodos de seca.

Os fenómenos El Niño provocam condições meteorológicas extremas na Europa e, com muitas previsões a apontarem para um “super El Niño” com início em 2026, é provável que sejam batidos novos recordes de temperatura. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas afirma que é “quase certo” que o ano mais quente de que há registo ocorra antes de 2030.

Na manutenção paisagística, o estado do tempo determina o trabalho. Preparar-se para temperaturas extremas permite planear com maior antecedência, tanto os trabalhos de manutenção como os possíveis impactos financeiros.

Na Kawasaki, procuramos continuamente formas de apoiar a nossa comunidade de paisagistas profissionais. Por isso, analisámos o possível impacto de um super El Niño nos profissionais do setor na Europa e reunimos conselhos práticos sobre o que pode fazer para se preparar.

Índice

O que é um El Niño?

O que é um “super” El Niño?

O que significa um super El Niño para a Europa no verão e no inverno?

Como podem os profissionais do paisagismo preparar-se para um super El Niño?

Cuidados pessoais durante condições extremas

Kawasaki Engines

Perguntas frequentes

O que é um El Niño?

O El Niño é um fenómeno climático caracterizado por um aumento anormal da temperatura da superfície do mar nas regiões central e oriental do Oceano Pacífico tropical. Uma alteração nos padrões dos ventos faz com que as águas mais quentes se desloquem mais para leste, e o aumento da temperatura da superfície do oceano liberta mais calor para a atmosfera, fazendo com que os seus efeitos se façam sentir muito para além do Pacífico.

Os seus impactos climáticos e as alterações atmosféricas são generalizados, chegando até ao Oceano Atlântico e à Europa. O clima global é afetado e, durante os meses de verão, podem ocorrer períodos de seca e/ou um aumento da frequência de tempestades tropicais intensas, dependendo da região onde vive.

Um El Niño ocorre normalmente a cada dois a sete anos e dura entre 12 e 18 meses; o último episódio verificou-se entre maio de 2023 e a primavera de 2024. Trata-se de uma oscilação natural, tendo como fenómeno oposto os anos de La Niña, caracterizados por temperaturas mais baixas.

Vários modelos climáticos indicam que já existem sinais claros do desenvolvimento de um episódio de El Niño em 2026. O Climate Prediction Center estima uma probabilidade de 82% de este surgir entre maio e julho de 2026 e de 96% entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Se, como alguns climatologistas sugerem, este evoluir para o episódio de El Niño mais intenso de que há registo, poderá ter efeitos significativos para o ambiente.

O que é um “super” El Niño?

O termo não corresponde a uma classificação científica oficial, mas sim a uma designação meteorológica utilizada para descrever um episódio de El Niño historicamente extremo. Num episódio normal de El Niño, a temperatura da superfície do mar numa determinada região do Oceano Pacífico — por exemplo, o Pacífico Norte Central — tem de estar 0,5 °C acima da média.

Um super El Niño caracteriza-se por um aumento da temperatura da superfície do mar superior a 2 °C acima do normal no Pacífico Central. Desde 1950, apenas foram registados alguns episódios desta magnitude, nomeadamente em 1982/83, 1997/98 e 2015/16. Este último deu origem ao ano mais quente de que havia registo até 2023, outro ano marcado pelo El Niño.

Os episódios de super El Niño podem aumentar significativamente a probabilidade de alterações dos regimes climáticos, ou seja, mudanças abruptas e persistentes nas condições de temperatura e humidade que podem manter-se durante anos ou até décadas após o fim do fenómeno. A crescente certeza no desenvolvimento de um super El Niño na segunda metade de 2026 e ao longo de 2027 aponta para condições meteorológicas ainda mais instáveis, temperaturas globais mais elevadas e invernos imprevisíveis.

Embora a Organização Meteorológica Mundial (OMM) não utilize o termo "super El Niño", tem vindo a indicar que nos poderemos estar a aproximar de um episódio mais intenso do que o habitual. Como afirmou recentemente a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo: “Temos de nos preparar para um episódio de El Niño que poderá ser particularmente intenso”.

O que significa um super El Niño para a Europa no verão e no inverno?

Os efeitos do El Niño fazem-se sentir com maior intensidade nas regiões em torno do Oceano Pacífico, mas o seu impacto é global. Na Europa, as consequências deste padrão climático tendem a surgir mais tarde. Nem sempre sentimos os efeitos dos episódios de El Niño, mas quanto mais intensos forem, maior é a probabilidade de afetarem o continente.

Um episódio de El Niño muito intenso conduz normalmente a fenómenos meteorológicos extremos na Europa, tanto no verão como no inverno.

Um verão marcado por um super El Niño

Um super El Niño aumenta a probabilidade de calor extremo, ondas de calor prolongadas e secas severas durante o verão. Agrava os períodos secos que normalmente ocorrem, tornando-os mais longos e intensos. As alterações na corrente de jato podem também bloquear sistemas de alta pressão durante períodos prolongados, agravando o calor e a seca. Estas condições podem intensificar os efeitos das tempestades de verão e aumentar o risco de cheias repentinas, uma vez que os solos ressequidos absorvem menos água.

Existe ainda a possibilidade de serem batidos novos recordes de temperatura, sobretudo em 2027. Segundo o Dr. Akshay Deoras, do Departamento de Meteorologia da Universidade de Reading, “Um episódio de El Niño neste momento equivale a aumentar ainda mais a temperatura de um planeta que já está com febre. Em 2027, poderemos assistir a um aumento temporário superior a 1,5 °C face aos níveis pré-industriais, fazendo deste o ano mais quente de que há registo”. Condições mais secas, possivelmente para além de qualquer registo histórico, poderão ter um impacto grave tanto a nível humanitário como ambiental.

Além do calor intenso e da seca, é também provável que ocorram mais episódios de poeiras provenientes do Saara, sobretudo em Espanha e em Portugal.

Um inverno marcado por um super El Niño

Os fenómenos extremos não se limitam ao verão. Na realidade, o impacto do El Niño na Europa pode ser ainda mais acentuado durante o inverno, uma vez que o vórtice polar estratosférico enfraquece e a Oscilação do Atlântico Norte (NAO) sofre alterações.

Nesta altura do ano, verifica-se uma clara diferença entre o norte e o sul da Europa. As regiões do norte registam normalmente invernos mais frios e secos, enquanto o sul enfrenta condições mais amenas e significativamente mais húmidas.

Um super El Niño apenas intensifica estes efeitos. A corrente de jato desloca-se para sul, favorecendo condições mais húmidas e aumentando o risco de cheias repentinas no sul da Europa. Ao mesmo tempo, o norte da Europa fica menos exposto aos ventos atlânticos, habitualmente amenos e húmidos, o que pode dar origem a períodos prolongados de temperaturas negativas e a uma redução da precipitação.

No entanto, uma vez que poderemos estar perante um fenómeno sem precedentes, os meteorologistas consideram que é difícil prever com exatidão de que forma este poderá evoluir.

Como podem os profissionais do paisagismo preparar-se para um super El Niño?

Compreender a evolução do clima e planear a adaptação dos serviços de paisagismo pode parecer uma tarefa impossível. Para os profissionais do paisagismo, não se trata de prever o estado do tempo — até os cientistas reconhecem a incerteza quanto aos possíveis impactos — mas sim de se prepararem para os cenários meteorológicos extremos mais prováveis.

Vejamos algumas medidas práticas que jardineiros e profissionais do paisagismo podem adotar para estarem melhor preparados caso ocorra um super El Niño.

Paisagismo resistente à seca: aumentar a tolerância à seca

Um dos efeitos mais frequentes do El Niño na Europa são as secas de verão. Estas não resultam apenas das temperaturas elevadas, podendo desenvolver-se tanto devido a períodos excessivamente húmidos como excessivamente secos ao longo do ano — e o El Niño pode favorecer ambos os extremos.

Ambas as situações alteram as características do solo e afetam a sua capacidade de reter humidade. Ao seguir as recomendações abaixo, poderá não só gerir eficazmente a manutenção paisagística durante os períodos de seca, como também aproveitar a oportunidade para investir em plantas e misturas de sementes de relva mais resistentes à seca.

Os tipos de relva mais resistentes à seca

Embora o El Niño seja um fenómeno climático cíclico, a tendência para verões cada vez mais quentes torna vantajoso investir, a longo prazo, em espécies de relva mais resistentes à seca. As variedades com raízes superficiais são mais vulneráveis aos períodos secos, enquanto as espécies de enraizamento profundo conseguem suportar condições estivais muito mais severas.

Se pretende tornar os espaços verdes dos seus clientes mais resilientes, as espécies com sistemas radiculares extensos, capazes de alcançar reservas de humidade em profundidade, constituem uma excelente opção e poderão mesmo ser indispensáveis nas regiões mais secas do sul da Europa.

Variedades de relva resistentes à seca:

  • Festuca alta — As raízes profundas da festuca alta fazem desta espécie uma excelente escolha para condições de seca. Esta gramínea de estação fria é nativa da Europa e, embora possa formar tufos, desenvolve raízes que podem ultrapassar um metro de profundidade, permitindo-lhe manter a sua cor verde intensa durante muito mais tempo do que as relvas de raízes superficiais. É especialmente indicada para o norte e centro da Europa, incluindo o Reino Unido, França e Alemanha, graças à sua capacidade de suportar invernos frios e verões quentes.
  • Festucas finas — Estas gramíneas autóctones da Europa necessitam de menos nutrientes e de muito menos água do que o azevém, sendo uma excelente opção para profissionais que trabalham no norte da Europa. Embora não sejam tão resistentes ao pisoteio como a festuca alta e sejam mais adequadas para zonas de baixa utilização, apresentam folhas mais finas e macias. Tendem a entrar em dormência durante os períodos de calor intenso, mas normalmente recuperam bem.
  • Grama Bermuda — Para os profissionais do paisagismo que trabalham em regiões do sul, como Itália, Espanha ou sul de França, a grama Bermuda será provavelmente uma espécie já bem conhecida. Desenvolve-se muito bem sob temperaturas elevadas e destaca-se pela sua excelente capacidade de recuperação após períodos de seca. Em contrapartida, adapta-se menos bem a climas frios e entra em dormência, adquirindo uma coloração acastanhada durante o inverno.
  • Uma mistura de sementes de relva, por exemplo, Poa pratensis e azevém perene — Quando não é possível renovar completamente o relvado, pode optar pela sobressementeira com variedades mais resistentes à seca, como a Poa pratensis, que, depois de enraizada, ajuda a preencher as zonas degradadas do relvado. Esta solução é mais adequada para os países da Europa Central e do Norte.

Gestão do solo em períodos de seca

Aliada ao intenso tráfego pedonal sobre os terrenos, a compactação causada pelos invernos húmidos pode privar a zona das raízes da humidade necessária para que a relva e as plantas se desenvolvam devidamente. Os danos que se verificam durante o inverno podem fazer com que as raízes não consigam reter nem aceder à água mais tarde.

Para manter a boa condição dos solos durante uma seca, é importante preservar a humidade, prevenir a evaporação e provocar o mínimo possível de danos na relva. A seguir, apresentamos algumas formas de abordar a gestão do solo de modo a fazer face ao tempo seco.

Aeramento

O aeramento permite que a água e o oxigénio penetrem até às raízes, ajudando o solo a reter a humidade durante mais tempo caso ocorra uma seca.

Realizar o aeramento na primavera, quando o solo ainda não endureceu devido à seca, mas já está suficientemente seco para que os buracos não se fechem, proporciona aos relvados melhores condições para resistirem a um período de seca.

Melhorar a estrutura do solo

Mobilizar o solo em profundidade e incorporar grandes quantidades de matéria orgânica contribui para melhorar a sua estrutura, aumentar a capacidade de retenção de água e disponibilizar mais humidade às plantas. Pode saber mais sobre a gestão do solo na nossa entrevista com Henrik Bos, Presidente da European Landscape Contractors Association.

Como adaptar o corte da relva

Durante uma onda de calor, é necessário adaptar as práticas de corte para proteger um solo mais vulnerável e evitar que um jardim bem cuidado fique seco e sem vida. A relva é composta por cerca de 85% de água, pelo que cada centímetro cortado representa uma perda de humidade. Seguir a regra de nunca remover mais de um terço da altura da relva em cada corte ajuda a reduzir essa perda.

Aumentar o intervalo entre cortes e manter a relva um pouco mais alta cria também uma barreira natural entre o solo e os efeitos desidratantes do sol e do vento. Esta sombra ajuda a manter o solo mais fresco, permitindo-lhe reter água durante mais tempo e reduzir a evaporação, que pode agravar as condições de seca e dificultar o crescimento das plantas.

Plantar espécies resistentes à seca

Plantar espécies resistentes a secas, como as plantas de folha cinzenta ou prateada, é uma opção que permite embelezar a paisagem e reduzir a suscetibilidade a uma onda de calor. As folhas refletem uma parte dos raios solares, o que as ajuda a conservar a humidade nos tecidos vegetais.

Com o El Niño a provocar alterações significativas nos padrões meteorológicos, para além de adaptar as atuais práticas de manutenção, poderá ser vantajoso explorar soluções de paisagismo mais resistentes às alterações climáticas.

Evitar a saturação de água

As alterações na corrente de jato e o aumento das temperaturas podem favorecer a saturação de água nos relvados e nos espaços verdes, sobretudo durante o inverno no sul da Europa. Por cada aumento de 1 °C na temperatura, a atmosfera consegue reter até mais 7% de humidade, aumentando a probabilidade de aguaceiros e de um inverno particularmente chuvoso.

Um aumento da precipitação pode rapidamente transformar um relvado bem cuidado num terreno encharcado e interromper trabalhos paisagísticos. Além disso, os solos húmidos tornam-se mais suscetíveis à compactação em zonas sujeitas a tráfego intenso, danificando as raízes. A curto prazo, isto pode provocar zonas de relva morta e, mais tarde, agravar os efeitos da seca.

Paisagismo de um relvado húmido

Como acontece com a seca, uma das melhores formas de evitar a saturação de água é realizar o arejamento dos solos no inverno e na primavera para evitar a compactação.

A utilização de máquinas pesadas para cortar a relva nestas condições também pode aumentar o risco de compactação. Perante a possibilidade de invernos mais húmidos, que poderão prolongar-se muito para além do episódio de El Niño deste ano, poderá também ser aconselhável incentivar os clientes a limitar a circulação pedonal sobre os espaços verdes quando o solo se encontra encharcado.

Equipamento preparado para suportar temperaturas elevadas

Nas condições mais exigentes, a qualidade do equipamento pode fazer a diferença entre um dia de trabalho rentável e uma avaria dispendiosa.

As temperaturas elevadas, combinadas com ambientes poeirentos, exercem um esforço significativo sobre a maquinaria. Para manter um desempenho consistente em condições extremas, é essencial dispor de um motor de elevada qualidade integrado numa máquina de nível profissional. Para garantir o funcionamento eficiente do equipamento, procure motores com as seguintes características:

  • Filtragem de ar eficiente — A relva seca levanta grandes quantidades de pó e, se a isso se juntarem episódios de poeiras provenientes do Saara, os filtros de ar convencionais podem rapidamente tornar-se insuficientes. Certifique-se de que os seus cortadores estão equipados com filtros de ar de alta qualidade e elevada capacidade de retenção de partículas para proteger o motor, como os que equipam de série os motores V-Twin da Kawasaki.
  • Sistema de lubrificação de alto desempenho — Um sistema de lubrificação eficiente contribui para a refrigeração do motor e protege os componentes sujeitos a maior esforço em condições exigentes.
  • Gestão de detritos — Mesmo uma fina camada de aparas de relva seca acumulada na carcaça do motor pode provocar problemas de sobreaquecimento. Para além da limpeza e manutenção regulares, se trabalhar em ambientes com grande acumulação de detritos, procure soluções inovadoras de gestão de detritos, como o sistema de filtragem de ar de vórtice da nossa Série FT.

Os motores Kawasaki foram concebidos para suportar ambientes exigentes e são testados em condições extremas para garantir um desempenho fiável ao longo de todo o ano. Reconhecidos pela sua fiabilidade em toda a Europa, os equipamentos Powered by Kawasaki são a escolha ideal para o seu negócio.

Cuidados pessoais durante condições extremas

Em condições difíceis e imprevisíveis, é importante prestar atenção não só à forma como os espaços verdes reagem às alterações climáticas, mas também à forma como estas afetam o seu próprio bem-estar. As alterações climáticas, e as temperaturas extremas podem exigir uma adaptação da forma de trabalhar nos paisagistas para proteger o seu bem-estar.

Durante períodos de calor intenso, isso pode significar começar a trabalhar mais cedo para aproveitar as temperaturas mais amenas e prever mais tempo para concluir tarefas particularmente exigentes. Nesta profissão, a sua saúde é um dos seus principais ativos, pelo que é importante evitar o esgotamento e não insistir em trabalhar sob condições meteorológicas extremas.

Ao longo do ano, não deve cuidar apenas da sua saúde física. Com padrões meteorológicos cada vez mais imprevisíveis, é natural que alguns profissionais sintam stress ou ansiedade perante a possibilidade de interrupções no trabalho. Eis algumas medidas que podem ajudar a proteger a sua saúde mental:

  • Mantenha um bom equilíbrio entre a vida profissional e pessoal — Dormir o suficiente, ter uma alimentação saudável e dedicar tempo a atividades de que gosta fora do trabalho pode parecer óbvio, mas estes aspetos são frequentemente descurados.
  • Crie ligações com outros profissionais — Se trabalhar sozinho, o paisagismo pode tornar-se uma atividade solitária. Considere recorrer a plataformas online para contactar outros profissionais que possam estar a enfrentar desafios semelhantes. Partilhar conhecimentos, trocar conselhos ou simplesmente saber que outros passam pelas mesmas dificuldades pode ser uma ajuda importante.
  • Peça ajuda — Se sentir que a sua saúde mental está a ser afetada, não tenha receio de falar sobre isso. Quer seja com familiares, amigos ou um profissional, haverá sempre pessoas dispostas a ouvir e a ajudar.

Kawasaki Engines

As previsões mais recentes, divulgadas em julho de 2026, indicam que a probabilidade de ocorrência de um episódio de El Niño é elevada e que um super El Niño é uma possibilidade real. No entanto, o comportamento do tempo é difícil de prever, mesmo para os especialistas, e as previsões podem alterar-se. A melhor estratégia é preparar-se para todos os cenários.

Nem sempre é possível contar com condições meteorológicas favoráveis. Aquilo com que pode contar é com equipamento fiável. As máquinas Powered by Kawasaki disponibilizam aos paisagistas profissionais e aos jardineiros soluções de elevada qualidade, capazes de responder às exigências das condições meteorológicas mais extremas.

Encontre, através dos parceiros de confiança da Kawasaki, o equipamento certo para o seu negócio, faça chuva ou faça sol.

Perguntas frequentes

Como poderá o El Niño afetar o Reino Unido?

No verão, aumenta o risco de ondas de calor intensas, possivelmente recordistas, e de períodos de seca, sobretudo em Inglaterra e no País de Gales. Embora o Reino Unido seja menos vulnerável aos efeitos do El Niño do que o sul da Europa, poderá ainda assim sentir o seu impacto.

No inverno, o El Niño pode ter um efeito significativo no Reino Unido. Existe uma maior probabilidade de períodos de frio intenso. Como refere o Met Office, “os anos de El Niño são um dos fatores que podem aumentar o risco de invernos mais frios no Reino Unido”.

Como poderá o El Niño afetar a França?

No verão, os paisagistas devem preparar-se para ondas de calor intensas e períodos prolongados de seca, sobretudo nas regiões centro e sul do país. Nestas condições, a utilização de relvados com espécies de enraizamento profundo torna-se particularmente importante.

No inverno, é provável que se observe uma divisão clara entre o norte e o sul do país. O norte de França estará mais sujeito a períodos de frio e tempo seco associados aos ventos continentais, enquanto a costa mediterrânica e as regiões do sul deverão registar um inverno mais ameno e húmido, com maior risco de cheias repentinas.

Como poderá o El Niño afetar a Alemanha?

No verão, tal como no resto da Europa, aumenta a probabilidade de temperaturas recorde, secas severas e tempestades de verão súbitas e violentas. Os paisagistas deverão dar prioridade ao aeramento na primavera e à adoção de relvados com maior resistência à seca.

No inverno, o enfraquecimento do vórtice polar poderá favorecer períodos prolongados de frio continental com temperaturas negativas e uma redução da precipitação. Os paisagistas profissionais deverão preparar-se para um congelamento precoce do solo e para possíveis danos provocados pelas geadas de inverno.

Como poderá o El Niño afetar a Itália?

No verão, os paisagistas poderão enfrentar temperaturas extremamente elevadas, condições meteorológicas instáveis e secas severas. O risco de episódios de poeiras provenientes do Saara será elevado, tornando essencial dispor de um sistema de filtragem de ar eficiente e assegurar uma manutenção regular dos motores.

No inverno, em vez de frio intenso, Itália tende a registar um deslocamento da corrente de jato para sul. Este fenómeno favorece um inverno mais ameno e significativamente mais húmido, com precipitação intensa e persistente. Os paisagistas deverão dar especial atenção à compactação e à saturação de água no solo para evitar o apodrecimento das raízes e impedir que os espaços verdes se tornem excessivamente lamacentos e difíceis de manter.

Como poderá o El Niño afetar a Espanha?

No verão, Espanha deverá preparar-se para ondas de calor intensas, possivelmente recordistas, sobretudo nas regiões do sul, assim como para um elevado risco de secas severas. A probabilidade de episódios frequentes de poeiras provenientes do Saara será particularmente elevada, pelo que a limpeza e a manutenção dos motores assumirão uma importância acrescida para os paisagistas.

No inverno, com a deslocação da corrente de jato para sul, Espanha tenderá a registar um inverno mais ameno e húmido, com maior probabilidade de chuvas torrenciais, tempestades intensas e cheias repentinas. O controlo da saturação de água e da compactação do solo será essencial para os cuidados com o relvado.

Como poderá o El Niño afetar Portugal?

No verão, são prováveis temperaturas muito elevadas e períodos prolongados de seca. As poeiras provenientes do Saara poderão afetar de forma significativa a Península Ibérica, aumentando o desgaste do equipamento e tornando necessária uma manutenção mais frequente.

No inverno, Portugal poderá ser um dos países mais expostos aos sistemas frontais húmidos do Atlântico desviados para sul. Prevê-se um inverno significativamente mais ameno, mas marcado por precipitação intensa e persistente, com maior risco de cheias repentinas.

Como poderá o El Niño afetar a Turquia?

No verão, as temperaturas poderão aumentar significativamente no final da estação, dando origem a ondas de calor prolongadas. É também provável um aumento da frequência de secas e de incêndios florestais.

No inverno, a interação entre as águas anormalmente quentes do Mediterrâneo e do Mar Negro e as massas de ar frio provenientes do norte poderá desencadear tempestades violentas, cheias repentinas localizadas e até “medicanes” (ciclones mediterrânicos com características semelhantes às dos ciclones tropicais), sendo estes últimos mais prováveis durante o outono.

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